O País das Maravilhas está dentro de nós: é onde enfrentamos os medos

Uma história fantástica sobre como enfrentar os nossos medos. Foi essa a principal interpretação que os alunos do Curso de Comunicação e Expressão de CETECC fizeram de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll.

A cada turma deste curso os alunos estudam um clássico da literatura. E para aprimorar a capacidade de análise, comparam cada capítulo do livro ao trecho equivalente de um filme com base na mesma obra.

No segundo semestre de 2016, a história escolhida foi a de Alice, adaptada para o cinema por Tim Burton. As diferenças entre as duas versões aumentaram o desafio, mas os alunos do CETECC demonstraram uma compreensão profunda da mensagem, o que é um dos objetivos do curso.

Anaíde Alves Porto apresenta a obra a quem não conhece. “No livro, Charles Lutwidge Dodgson, conhecido como Lewis Carroll, conta a história de Alice ainda criança. Uma menina sonhadora e com muitos medos, que faz uma estranha viagem num mundo subterrâneo e vive muitas aventuras com alguns animais falantes: o Coelho Branco, a tartaruga falsa, o grifo e outros. Tinha também o chapeleiro, que não era um animalzinho falante e sim um homem”.

Teresa Sonhos dá mais alguns detalhes. “Alice fazia companhia à irmã que estava lendo um livro. Ao ver um Coelho branco com um relógio no bolso, corre atrás dele, cai na sua toca e encontra várias portas e uma chave. Depois de beber um líquido e diminuir, ela entra em um mundo em que os animais falam. De volta ao tamanho natural, vive aventuras imaginárias”.

Retornamos para Anaíde, que aponta o diferencial da versão cinematográfica. “No filme, Alice volta já adulta ao País das Maravilhas e revive toda a história, com a missão de matar o Jaguadarte”.

Apaixonada pelos livros desde a infância, no interior de Pernambuco, Anaíde conclui: “É uma história que diz muito sobre os nossos medos particulares. Matar o Jaguadarte significou para Alice matar os seus medos, portanto, também os nossos”.

Cuidado com as armadilhas

Ana Hellen Guedes segue a interpretação na mesma linha. “Entendi que os sonhos devem ser seguidos, descobertos e conquistados, mas que, para isso acontecer, por mais íntimo que os mesmos sejam, é preciso enfrentá-los e tomar cuidado com as armadilhas que todo o percurso pode apresentar”, diz.

E o desafio da protagonista, afinal, era também de entendimento, como o dos alunos. “Alice procurou descobrir o que o sonho dela realmente era e o que precisava fazer para que soubesse ao menos interpretar seus desejos”, analisa Ana Hellen.

A jovem estudante de Educação Física decifra a personagem: “Desvendando os mistérios, enfrentado seus medos e descobrindo qual é o real sentido das coisas em sua vida. Prazer, Alice”.

Aprendendo com os erros

Para Renata Guedes, a obra deixa lições marcantes até para os desafios do trabalho e cita um exemplo. “O aprendizado nas entrelinhas do texto é que devemos aprender com os próprios erros. E que devemos encarar de frente os nossos medos para poder evoluir e crescer como ser humano e até mesmo profissionalmente. No filme, o Chapeleiro Maluco enfrentou o medo da rainha e fez vários chapéus para ela, mesmo sabendo que era exigente e podia mandar lhe cortar a cabeça, caso não a agradasse”.

Perguntada se mudaria algo na história, Renata gostaria que o filme terminasse com a Rainha Vermelha e a Rainha Branca se entendendo. “A Rainha Vermelha não aceitou que não houvesse luta entre a Alice e o Jaguadarte, mostrando toda a maldade que a inveja pode causar, afastando duas irmãs”, avalia.

Que caminho tomar?

André Macário achou a obra espetacular e destaca o famoso diálogo entre Alice e o Gato de Cheshire, também conhecido como o gato que ri. Alice pergunta qual era o caminho para sair daquele lugar. Ele responde: ”Isso depende de onde você quer chegar”. Ela diz que “o lugar não importa muito”. E o gato conclui: ‘Então não importa que caminho você vai tomar”.

Para André, o mesmo pode acontecer com qualquer um de nós. “Sempre queremos chegar a um lugar, mas nem sempre não sabemos qual”.

O mais importante é a descoberta feita por ele após essa aventura. “Há um País das Maravilhas dento de cada um de nós, basta a gente acreditar”.

O poder da imaginação

Fátima Anabel elogia a habilidade de Lewis Carroll em nos conduzir por uma história densa de forma divertida. “O autor narra a imaginação de uma criança, mostrando um mundo de Ilusão e ao mesmo tempo de muito medo. Ele nos envolve, fazendo com que todos levemos para a maturidade a criança que existe em nós neste mundo de imaginação e desafio, mostrando bem o lado do medo, que é algo que muitas vezes nos prejudica pela vida afora”, diz.

Anabel ressalta a força da imaginação. “No texto, Alice enfrenta todas as dificuldades ao seu modo de criança. É uma história infantil mostrando que, mesmo na maturidade, precisamos ter nosso mundo de imaginação e desafios, e que aprendemos sempre trabalhar com o medo que existe em todos nós”, afirma.

Mudando de tamanho

Ana Lúcia dos Anjos adorou a experiência de ler trechos do livro intercalados com cenas do filme. “Foi ótimo assistir o filme com o livro, porque compreendemos melhor a leitura e não fica cansativo”, afirma.

Ela elogia a viagem que Lewis Carroll proporciona ao leitor.  “O livro faz com que viajemos para o paraíso com Alice. Ele nos faz sentir parte da história e imaginar os lugares que a Alice esteve. Isso é surreal!”, encanta-se.

Também chamaram a atenção de Ana Lúcia as mudanças de tamanho da Alice ao longo da história. “Seria tão bom se pudéssemos mudar de tamanho dependendo da situação”, diz.

E ela dá uma sugestão nova para o final do filme. “Faria o casamento de Alice com o Chapeleiro. Parece que ele se apaixonou por ela. Os dois fariam um lindo par romântico”, acredita.

Uma menina sábia

Natividade ficou admirada com duas características marcantes da protagonista. “Alice é uma menina muito sábia nas histórias com os personagens e muito divertida”.

Já Geovana Martins Rezende preferiu a Alice crescida do filme. “Porque quando ela é criança a gente fica em dúvida se é tudo imaginação, mas quando ela adulta achamos que é realidade”.

Cristiane Martins Santos ressalta sua preferência. “O que mais gostei do filme foi quando Alice vence o medo e enfrenta o dragão”.

Ela não mudaria nada na história “Foi uma fixação”

Teresa Sonhos resume a sensação de todos ao final da leitura. “É uma história infantil, mas os adultos gostariam de estar nela, vivendo essas aventuras”.

E Anaíde dá a sentença final: “Eu cortaria a cabeça da Rainha de Copas”.

 

 

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O que leva as pessoas a morar nas ruas?

Por Teresa Sonhos

De acordo com a Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza pela condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular.

Entre os principais fatores que podem levar as pessoas a morar nas ruas estão: ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome realizou uma pesquisa em 71 cidades brasileiras e identificou quase 32 mil pessoas morando nas ruas. Entretanto, cidades importantes não fizeram parte desse levantamento.

Apesar de alguns programas sociais, poucas políticas públicas são desenvolvidas para solucionar esse problema. As Organizações Não Governamentais (ONGs) e as Instituições Religiosas se destacam nos serviços de amparo a essas pessoas, atuando na distribuição de alimentos, roupas e cobertores. Outro trabalho de assistência são os abrigos temporários e os albergues que, de um modo geral, são considerados insuficientes para suprir a demanda dessa população.

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Maioria de homens

Outra pesquisa, coordenada por Lindomar Boneti, doutor em Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e publicada pelo jornal Gazeta do Povo, revela que conflitos familiares, desemprego e fracasso escolar estão entre as causas que levam as pessoas a morar ao relento.

Segundo o estudo com 300 moradores de rua de Curitiba, 82% desta população são homens. Mais da metade (52%) tem entre 25 e 44 anos de idade. Quanto à raça, 39,1% se declararam pardos, 29,5% se disseram brancos e 27,9% se identificaram como negros.

Do total de indivíduos pesquisados, 48,4% estão fora de casa há mais de dois anos. Dois em cada três (69,6%) dormem na rua, enquanto 22% costumam dormir em albergues ou outras instituições.morador-de-rua-1

O morador de rua Eronil Guedes e a companheira Sirlene Silva (foto Gazeta do Povo)

Mais de 20 anos nas ruas

O guardador de carros Eronil Ribeiro Guedes morou mais de 20 anos nas ruas, ao lado da companheira Sirlene Rodrigues da Silva. Somente depois de todo esse tempo ele conseguiu alugar uma casa por R$ 180 por mês. “A casa não vai ter nada ainda, mas vamos ter um teto para morar. Chega de sofrer na rua”, contou Eronil à Gazeta do Povo.

Minha experiência como voluntária

Sou Teresa Sonhos, 67 anos, assistente social. Trabalho como voluntária há 22 anos em uma Instituição Espírita (Fraternidade Terceiro Milênio), onde atuo com doações de cesta básicas, visitas a orfanatos, asilos, creches e moradores de rua e ainda junto a outras instituições.

Atuo ainda em meu próprio projeto realizações de sonhos, com doações de geladeiras, fogões, cadeira de rodas, etc.

No Natal passado, distribuímos 300 quentinhas e cobertores aos moradores de rua da zona sul de São Paulo. Uma experiência maravilhosa e gratificante.

Em breve, quero montar uma ONG para ajudar as pessoas. Esse é meu objetivo de vida.

Recomendo essa reportagem do SBT (Os Filhos da rua):  http://www.msn.com/pt-br/noticias/videos/quais-os-motivos-que-levam-uma-pessoa-a-morar-na-rua/vi-AAhsZ6w

Alice sonhos e medos

Por Michael Alves

Um mundo louco é onde a pequena ou a grande Alice vão parar. Li recentemente Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e assiste o filme de mesmo nome, do diretor Tim Burton, no curso de Comunicação e Expressão, do Cetecc.

Gostei das duas versões. No filme, Alice tem medo de casar e crescer e não ser mais a mesma criança. No livro, Alice é curiosa e esperta. Gostei do final, quando Alice acorda e diz para sua irmã que teve um sonho louco. Da história, eu apenas mudaria a parte em que ela cresce e diminui muitas vezes.alice-michael

Alice contra todos os medos

Por Maysa  Oliveira

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A transição de um jovem para a vida adulta é um momento delicado para a maioria dos meninos e meninas, que têm de se desprender dos confortos da vida infantil. Por isso, ao se deparar com o universo de Lewis Carroll, no livro Alice no País das Maravilhas, é possível entender a necessidade de ultrapassar os obstáculos que aparecem na nossa vida e dos momentos que precisamos nos impor e expor nossas opiniões para o mundo, até mesmo para os nossos pais.

Alice no País das Maravilhas foi inicialmente um conto escrito por Lewis Carroll, publicado em 1865; e em 2010 foi lançado nos cinemas com a direção de Tim Burton.

No filme, Alice já tem 17 anos e está em momento de transição para a vida adulta. Sente muitos medos quando percebe que deverá deixar de ser criança. Corre, seguindo um coelho branco e acaba caindo em um buraco que consequentemente a leva para o País das Maravilhas, onde todos a conhecem e dizem a ela que já esteve lá (quando criança). Alice fica inicialmente apavorada diante de tantas loucuras ditas inimagináveis. É posta ‘’frente a frente’’ com seus maiores medos.

Aos poucos a menina vai se acostumando com sua nova realidade e vai vencendo seus medos. Seu maior desafio é matar o Jaguadarte e felizmente ela consegue esse grande feito.

Tive oportunidade de ler o livro e ver o filme no curso de Comunicação e Expressão do Cetecc. Gostei muito do contexto histórico. Mudaria na obra a morte do Jaguadarte, pois na minha opinião não é necessário matar algo, alguém ou alguma situação para ‘’vencer’’.

O modo certo de vencer um medo é confiar, acreditar em si e educar o que se julga estar errado, pois todos falhamos e temos o direito de da compreensão. Alice devia ter feito com o Jaguadarte como ele fez com o Bandersnatch. Ela o compreendeu e cuidou dele. E a única consequência possível dessa demonstração de amor, carinho e empatia, é a amizade e o famoso final feliz entre dois seres.

 

Sonhos virando realidade

Por Lucas Vinicius

Alice no País das Maravilhas, escrito por Lewis Carroll, é um livro lúdico, que conta a aventura de uma jovem em um mundo desconhecido por ela, com criaturas mitológicas, animais que falam e algumas seres um tanto quanto esquisitos, mas que fazem com que você a cada página sempre queira mais.

Além de ler o livro, também tive a oportunidade de ver o filme do diretor Tim Burton. Nele, Alice é uma adolescente muito pensativa que tem algumas ideias e faz com que as pessoas olhem para ela achem que ela vive em um outro mundo.

Mas, quando ela entra no país das maravilhas, tudo que ela sonhava praticamente se torna realidade. Neste ponto, o filme não é muito diferente do livro. A história é igual, mas contada de um jeito diferente. Isso me fez gostar de ler e assistir ao filme e ver como o diretor interpretou e expôs a história do livro de uma maneira diferente.

Eu não mudaria nada. Eu gostei de tudo e, principalmente, das criaturas criadas pelo escritor que são misturas de muitos animais como o Absolem, a sábia lagarta azul.

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Heróis diferentes, mas unidos

Por Lucas Vinicius

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A DC Comics é uma empresa especializada em histórias em quadrinhos, que oferece aos seus fãs diversos personagens, cada um com a sua história, mas que acabam se envolvendo a favor de um só princípio: salvar o mundo. Por isso, na minha opinião as histórias nos HQs e filmes da DC Comics são as melhores.

Nem todos os personagens têm os mesmos princípios e poderes. Alguns nem mesmo têm poderes, como por exemplo o Cavaleiro das trevas Batman, que viu seus pais morrerem quando era criança e mesmo sem nenhuma atribuição ao seu favor, como Superman, ele protege a cidade com as próprias mãos.

A sigla DC significa Detective Comics, o título de uma história em quadrinhos de Batman, publicada em 1939. Os super-heróis criados pela DC Comics fazem parte do chamado “Universo DC”, que consagrou Batman e Superman, os personagens mais famosos criados pela DC Comics.

DC Entertainment, fundada em 1934, nos Estados Unidos, criada por Malcolm Wheeler-Nicholson, é uma editora de histórias em quadrinhos e mídias relacionadas, sendo considerada uma das maiores companhias ligadas a este ramo no mundo.

A empresa é subsidiária da companhia Time Warner e detém a propriedade intelectual de muitos dos mais famosos personagens de quadrinhos daquele país, como BatmanSupermanMulher-MaravilhaLanterna VerdeFlashAquaman, Arqueiro VerdeAsa NoturnaCaçador de MarteShazam e seus grupos como Liga da Justiça da América, Sociedade da Justiça da América, entre outros.

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Sociedade da Justiça da América (do inglês Justice Society of America) é um grupo de heróis da editora DC Comics, e foi o primeiro grupo de super-heróis a aparecer historicamente nas Histórias em Quadrinhos.

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Os principais heróis da DC individualmente são o Batman, Super Homem, Lanterna Verde, Flash, Arqueiro verde, Mulher Maravilha, as primeiras HQs foram dedicadas a eles, que também compõem a Liga da Justiça.

Batman

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Batman é um personagem fictício, um super-herói. Foi criado pelo escritor Bill Finger e pelo artista Bob Kane, e apareceu pela primeira vez na revista Detective Comics #27 (maio de 1939). Originalmente com o nome “o Bat-Man”, seu alter (significado: Um Segundo Eu) ego é Bruce Wayne

SuperMan

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Superman é um super-herói criado pela dupla de autores de quadrinhos Joe Shuster e Jerry Siegel, sua primeira aparição foi apresentada na revista Action Comics #1 em 1938, seu alter ego (significado: Um Segundo Eu) é Clark Kent/ Kal-el.

DC Comics no cinema

O primeiro filme lançado da DC foi Man of Steel (14 junho de 2013), série de filmes do Super Man. Sinopse: Um rapaz descobre que tem poderes extraordinários e não é deste planeta. Quando jovem, ele viaja para descobrir de onde veio e porque foi enviado à Terra. Mas o herói nele deve emergir se ele é para salvar o mundo da aniquilação e se tornar o símbolo de esperança para toda a humanidade.

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O segundo filme lançado foi dedicado aos principais heróis, Batman vs Superman: A Origem da Justiça (24 de março de 2016). Sinopse: Temendo as descontroladas ações de um super-herói quase Deus, o forte e formidável vigilante de Gotham City assume o papel do reverenciado salvador de Metrópolis, enquanto o mundo discute para decidir qual tipo de herói que realmente precisa. E enquanto Batman e Superman estão em guerra, uma nova ameaça surge rapidamente, colocando a humanidade em um perigo nunca antes conhecido.

Esquadrão suicida (4 de agosto de 2016) o terceiro filme lançado da DC foi um filme que teve a própria trilha sonora, Suck for Pain foi feita pelos artistas Ty Dolla SignLil WayneImagine DragonsWiz KhalifaLogic. Sinopse: Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das “convocadas” por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.

Próximos filmes a serem lançados será Mulher-Maravilha (2017), seguido por Liga da Justiça (2017). Outros filmes estão na pré-produção, esses filmes são: The Flash (2018) e Aquaman (2018), outros filmes estão em desenvolvimento esses são: Shazam! (2019), Ciborgue (2020) e Tropa dos Lanternas Verdes (2020). E outros dois filmes sem título em desenvolvimento pela DC Comics, previsto para estrear em 2018 e 2019.

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Xenofobia ou apenas costumes culturais?

Por Renata Guedes

Passei por algumas experiências desagradáveis com pessoas de origem coreana e chinesa nos últimos anos, realizando visitas de trabalho em seus estabelecimentos. Sempre fui tratada de forma hostil e nunca me conformei com isso.

Comecei a sentir uma certa aversão quando precisava ir a algum estabelecimento dessas pessoas, não ficava confortável e comecei a pensar se possuía xenofobia (preconceito contra estrangeiros).

Essas situações me levaram a fazer uma pequena pesquisa sobre o comportamento e a cultura dos coreanos e chineses. Ao levantar informações, percebi que o comportamento deles é absolutamente cultural e não hostil.

O brasileiro é muito receptivo e alegre, abraça e beija no rosto quando é apresentado ao outro. O contato, mesmo dentro do país, sempre é afetuoso. Por exemplo, os cariocas cumprimentam com dois “beijinhos”, já os paulistas, apenas um. Até mesmo na fila do banco, o brasileiro é cordial. Ao cumprimentar, o brasileiro nunca perde o contato visual.

Mas nos países orientais a história é outra. Segundo a coreana  Hanguk, em seu blog, “não podemos esperar isso dos coreanos, que não possuem esta cultura de abraços e beijos. A demonstração de carinho acontece de outra forma.

A principal saudação na Coreia é a inclinação. Quanto mais baixa a reverência mais admiração você demonstra. Este tipo de saudação também é utilizado em caso de hierarquia: quanto maior inclinação mais demonstração de respeito.

Nos casos de falecimento de alguém querido, a inclinação pode chegar a 90º. Também podemos presenciar pessoas do mesmo sexo andando de mãos dadas em demonstração de amizade.

Quanto aos chineses, a forma comum de cumprimento em reunião de negócios hoje em dia é o aperto de mãos. Para o chinês, essa forma de cumprimento foi adotada no intuito de se integrar ao ambiente de negócios ocidental, mas virou uma prática normal. Eles dominam bem o silêncio e o utilizam frequentemente como uma estratégia de negociação.

Chineses geralmente não estão acostumados a toques, beijos, abraços ou tapinha nas costas, então é preciso evitar tocar os seus interlocutores, ou qualquer forma de contato físico prolongado, principalmente com pessoas mais idosas.

As demonstrações públicas de afeto são muito raras. Muitas vezes não há firmeza no aperto de mão.

Pude concluir que os coreanos e chineses possuem uma cultura que difere da nossa e, de fato, é natural quando se trata de povos diferentes. No entanto, as adaptações de ambos os lados ainda não são suficientes para diminuir a estranheza e até mesmo evitar os conflitos.

Saiba mais:

http://www.camarabrasilchina.com.br/noticias-e-publicacoes/noticias/noticias-sobre-negocios-com-a-china/dicas-de-etiqueta-e-cultura-chinesa-coisas-para-saber-antes-de-viajar 24.11.16

http://hangukcomacai.blogspot.com

http://www.remade.com.br/br/revistadamadeira

 

 

Se somos todos iguais porque o sistema é diferente para nós?

Por Geovana Rezende

Os hospitais públicos no país apresentam muitos problemas. O próprio Ministério da Saúde admite que mais de 60% deles estão sempre superlotados. O grande problema é que a grande maioria dos brasileiros depende do Sistema Único para se tratar. E faltam nos hospitais aparelhos, remédios, médicos.

Cerca de 75% dos hospitais mantêm leitos desativados porque não há equipamentos mínimos, como monitores e ventiladores pulmonares, e em 45%, os equipamentos ficam sem uso porque faltam contratos de manutenção.

Faltam muitas coisas nos hospitais e as prefeituras, responsáveis pela gestão da saúde no município, não ajuda. Até quando os cidadãos vão sofrer com essa situação?

Infelizmente, não é raro que os pacientes sejam atendidos em corredores lotados devido à insuficiência de quartos e de macas.

Agora, imagine: corredores sujos, mulheres em trabalho de parto, grávidas desesperadas por atendimento, crianças chorando. Abandono total. Ninguém leva esses pacientes para um quarto. Veja a que ponto os hospitais públicos chegaram, nenhum médico para ajudar.

As pessoas acabam indo para outros hospitais, mas a falta de equipamentos são as mesmas. E sem convênio, infelizmente, vão tem que encarar esses problemas, que não sabemos quando e se vão mudar.

saude

Outro problema é a falta de medicamentos e ausência de vagas em UTIs.  Muitos cidadãos reclamam ainda da falta de profissionais para realizar plantões. Além disso, alguns tratamentos e exames mais detalhados ficam restritos aos grandes centros, obrigando o paciente a deslocar-se em busca de ajuda médica.

Convênio Particulares

O sistema privado sempre foi colocado para a sociedade como sendo o melhor sistema de saúde, e que muitas vezes é.  Em 2016, foram adicionados remédios recém-lançados contra o câncer, aparelhos auditivos para adultos, remédios abortivos para mulheres que sofreram violência sexual, alimentação especial para pacientes com ALS e remédios contra déficit de atenção em crianças.

São medicamentos e procedimentos que não têm nos hospitais públicos. Eu acredito que, vai demorar muito para chegar nos hospitais públicos.  Os convênios têm a possibilidade de propor pacotes como descontos em remédios, excluídos da cesta básica, serviços de medicina alternativa, nutricionista, fisioterapia e tratamentos dentários por preços mais baixos.

Este tratamento dado ao paciente do convênio médico e do hospital particular deveria ser igual para as pessoas que frequentam os hospitais públicos, com remédios novos, mais conforto, atendimento melhor ao paciente, mais profissionais no local, mais aparelhos médicos.

Como podemos concluir, os tratamentos são diferentes, e tudo o que queremos é um tratamento melhor, mais conforto, mais remédios e mais médicos disposto a ajudar, um lugar limpo etc. É pedir muito?

Mas a sensação que dá é que o governo dá preferência para os hospitais privados. Os governantes estão mais preocupados em arrecadar dinheiro do que ajudar nós cidadãos.

Precisamos de saúde, precisamos ser bem atendidos, precisamos de remédios, de maquinas funcionando. Queremos melhorias.

Não dá para levar um filho ou uma mãe ou uma pessoa qualquer para hospitais horríveis como esses. Fico pensando que a mãe do presidente, nunca iria para um hospital público. Na minha opinião, o governo deveria se espelhar nos hospitais privados para construir e manter a mesma eficiência nos hospitais públicos. Mais isso vai ser bem complicado, não é mesmo?

E para concluir e mandar um recado: Quem gosta de viver no chiqueiro é porco, mas não somos porcos, somos seres humanos e queremos um mundo melhor, sem rejeição só por sermos mais pobres.

Leia mais:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/03/mais-de-60-dos-hospitais-publicos-estao-sempre-superlotados.html

http://grosman.adv.br/areas-de-atuacao/consumidor/falta-de-recursos-que-prejudicam-pacientes-em-hospitais-publicos/

http://www.conexaoisrael.org/11592-2/2016-02-19/amir

 

 

Seremos todos velhos um dia…

Por Natividade Mota

A saúde pública do idoso no Brasil vai de mal a pior. Mais do que a população pobre em geral, o idoso é tratado nos hospitais públicos com descaso e desdém. A falta de um gerenciamento eficaz no Sistema Único de Saúde atinge principalmente as pessoas da terceira idade mais pobres, que dependem basicamente de consultas e exames rotineiros para sobreviver.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005 para 2015, a proporção de idosos de 60 anos ou mais na população do Brasil passou de 9,8% para 14,3%. Ao mesmo tempo, observou-se queda no nível de ocupação dos idosos de 30,2% para 26,3%. O perfil do grupo de idosos que trabalham sofreu mudanças: diminuiu a proporção de idosos ocupados que recebiam aposentadoria, de 62,7% para 53,8%, e aumentou a participação de pessoas com 60 a 64 anos entre os idosos ocupados, de 47,6% para 52,3%.

Isso porque os idosos precisam continuar a trabalhar mesmo depois de aposentados, elevando, muitas vezes, a necessidade de atendimento médico.

Posso, com certeza, afirmar, já que cuido há anos de um marido idoso, que nos postos médicos, os mais velhos são preteridos em relação aos mais jovens. Isso porque muitas vezes os idosos somatizam algumas doenças, motivados principalmente por um diagnóstico de depressão.

Com a falta de médicos e de recursos hospitais e clínicas públicas priorizam pessoas com diagnósticos mais definidos. Não é raro ver idosos esperando horas por atendimento médico adequado. Muitas vezes são liberados sem nenhum tipo de procedimento.

Os profissionais da saúde têm olhar fragmentado do idoso e não foram capacitados para atendê-lo de maneira integral. As equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e dos Núcleos de Apoios da Saúde da Família (NASF) por sua vez, estão incompletas e insuficientes para atender esta parcela da população.

Também há deficiência na quantidade de profissionais, na estrutura física e na rede de exames complementares para atender à necessidade de saúde dos idosos, gerando demora acentuada no atendimento, o que acaba levando a piora do quadro clínico. Assim, os mais velhos acabam sendo levados para as emergências/urgências (Unidades de Pronto Atendimento) e, consequentemente, em situação mais grave e já com indicação de internação hospitalar. Quadro que poderia ter sido evitado, caso houvesse o atendimento adequado no momento correto.

É preciso urgente estabelecer uma rede integrada de atenção ao idoso, no qual seja promovida a integração entre todos os níveis de atenção à saúde – primária, secundária e terciária – bem como promover a formação e capacitação de profissionais qualificados para atender à crescente demanda de maneira integral às demandas dos idosos em suas diferentes esferas de saúde, educação e sociais, diz um dos documentos da Associação Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Leia Mais:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/03/estudo-do-sus-aponta-principais-problemas-da-saude-publica-no-brasil.html

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Saude-Publica-No-Brasil-Sofre-Com/77594137.html

http://sbgg.org.br/envelhecimento-no-brasil-e-saude-do-idoso-sbgg-divulga-carta-aberta-a-populacao

Parecidos, mas não iguais

Por André Macário

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É muito comum confundir rugby com futebol americano. Para os leigos (um indivíduo com pouco ou nenhum conhecimento em determinada matéria), a bola, os jogadores, o campo e as regras são as mesmas e só muda o estilo de jogo.

O Rugby teve origem por volta dos anos 1830, sendo que só em 1863 foi realmente constituída uma associação que juntou 21 equipes. O Futebol Americano, por sua vez, foi criado como uma adaptação do Rugby no ano 1867, num jogo entre universidades, mas demorou décadas até que as regras fossem semelhantes ao que são hoje.

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O Rugby possui campeonatos nacionais, continentais e internacionais entre os clubes dentro da IRB (Conselho internacional de Rugby, em inglês), destacando a Copa do Mundo de Rugby, que é o terceiro evento esportivo mais visto do mundo. Já o Futebol Americano tem as competições nacionais, como a NFL (Liga Nacional de Futebol em português) e CFL (Liga Canadense de Futebol em português), destacando o Super Bowl como o evento mais lucrativo e prestigiado do esporte.

A formação de uma equipe de Rugby é constituída por 15 jogadores normalmente 7 suplentes, sendo utilizados tanto para ataque como para defesa. No Futebol Americano, as equipes têm 11 jogadores para defesa e 11 jogadores para ataque, alternando cada vez que a posse de bola também muda. As equipes têm os jogadores titulares, mais os reservas, mais os especialistas, chegando algumas equipes da NFL a ter 60 jogadores.

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O Rugby possui dois tempos de 40 minutos corridos, mais acréscimos. O Futebol Americano é divido em quatro tempos de 15 minutos cronometrados que param a cada jogada. Derrubar um jogador sem a posse da bola é falta no Rugby, mas no futebol americano é permitido que os defensores segurem os jogadores ofensivos às jogadas.

Além disso, os passes daquele só podem ser feitos para trás e neste a bola pode ser arremessada. A pontuação depende das jogadas: no Rugby vai de dois a cinco e no futebol americano chega até seis pontos.

O campo do Rugby deve ser grama natural, medindo 150m de comprimento por 90 de largura, dividido por cinco linhas paralelas ao gol (que é em formato de ‘H’ de três metros de altura). O campo de Futebol Americano pode ser tanto de grama natural e artificial, menor e com uma medida quebrada de 109,73 metros de comprimento por 48,7679 metros de largura, equivalente à 120 jardas e 53 1/3 jardas no sistema métrico norte americano. Ele é dividido em 20 zonas de 4,55 metros (cinco jardas) e com gols em formato de ‘Y’ com também três metros de altura.

Campo de Rugby

Apesar de semelhantes por terem uma forma oval, as bolas também são diferentes. A bola de Rugby é relativamente maior e mais pesada do que uma bola de Futebol Americano, pesando entre 410 e 460 gramas, enquanto a de Futebol Americano pesa cerca de 200 gramas.

As proteções usadas no Rugby são flexíveis e feitas de espuma, podendo ser elas um scrum cap (tipo de capacete flexível), ombreira (colete flexível) e proteção bocal. No Futebol Americano, as proteções são mais obrigatórias e rígidas, sendo feitas de plástico e alumínio, tais como o capacete, shoulder pads, hip pads, …

O Rugby é bastante popular em diversos lugares do mundo, tendo ligas bastante competitivas como a Inglesa, Australiana, Nova Zelandesa… O Campeonato do Mundo de Rugby é o 3º evento mais visto do Mundo. Já o Futebol Americano é quase apenas praticado nos Estados Unidos e no Canadá, apesar de ter muitos fãs por todo o mundo.