Um olhar sobre as relações humanas e suas obsessões

Por Águida Moreira

Victor Frankenstein é o filho mais velho de uma abastada família da Suíça. Ele teve uma infância feliz ao lado do seu pai, sua irmã adotiva, Elizabeth, e seu irmão mais novo Willian.

Na vida adulta, após a morte da sua mãe por escarlatina, Victor se mostra muito interessado em estudar ciências naturais e fica obcecado por trazer um ser de volta à vida. Mas seu pesadelo começa quando ele finalmente atinge esse objetivo, e traz do mundo dos mortos uma criatura horrenda.

IMAGEM AGUIDAQuando não é aceito pela humanidade, a Criatura começa a nutrir grande raiva pelos seres humanos e principalmente por seu criador, Victor Frankenstein, então decide se vingar dele por tê-lo feito com tal aparência e o abandonado.

O ponto mais alto da história, e o que me deixou mais intrigada, é quando esta é contada pelo ponto de vista da Criatura. Nessa parte temos a oportunidade de realmente conhecer a Criatura, e algo que eu gosto muito acontece: você passa a se afeiçoar ao vilão.

Esta história nos mostra a importância de sermos responsáveis por nossas criações. Que uma vez idealizadas e postas em prática elas implicam em consequências, não só para nós, mas para as pessoas que mais amamos também. Ela nos ensina também a não julgar pessoas e situações pelas aparências, pois podemos cometer erros gravíssimos de julgamento.

A história de Frankenstein e sua Criatura é um clássico atual, e não importa o jeito como ela foi muitas vezes contada ou suas adaptações, ela continua belíssima e cheia de lições importantes, analises críticas ao comportamento do ser humano quando em contato com seus instintos e sentimentos mais primitivos, como amor, ódio ou mesmo vontade de fazer parte da sociedade.

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Não vou assistir esse filme! É brasileiro!

Animação Aguida 1

Por Águida

São Paulo – Tenho certeza que algumas vezes você já deixou de assistir a filmes por saber que ele era uma produção nacional. Quem dirá ir ao cinema para assistir a uma animação nacional!

Existem muitas animações voltadas ao público infantil que são apresentadas em canais de TV por assinatura em formato de episódios. Temos como exemplo “A turma da Mônica” e o famoso “Peixonauta”. Mas aqui vamos abordar as animações voltadas ao cinema.

O nosso histórico de animações começa em 1996 com “Cassiopéia”, de Clóvis Vieira, passando por “Presente de Natal” (1971), Álvaro Henrique Gonçalves, “Sinfonia Amazônica (1951)”, Aneli Latini, e tantas outras bem antigas, que inclusive são bem difíceis de achar na internet.

Animação Aguida 2

Mais à frente temos a animação do “Grilo Feliz (2001) ”, de Walbercy Ribas, que conquistou as crianças e teve muito sucesso. Em 2013, temos a animação “Minhocas”, filme de Paolo Conti e Arthur Nunes, uma obra infantil benfeita, mas que rapidamente caiu no esquecimento.

As animações nos anos seguintes mudam o foco e os temas abordados. Começam a pensar, não só no cinema nacional, mas no cenário cinematográfico internacional e nas grandes premiações. Aproveitam também para criticarem a nossa sociedade.

É o caso da animação “Uma história de Amor e Fúria (2013)”, de Luiz Bolognesi, que inclusive  venceu o Annecy International Animated Film Festival, na França, e a mais recente animação “O Menino e o Mundo (2014), de Alê Abreu, que, inclusive, concorreu ao Oscar de melhor animação do ano. Perdeu para “Divertidamente”, que contou com um orçamento de US$ 700 milhões, contra US$ 2 milhões de “O Menino e o Mundo”, deixando gritante a diferença de orçamento.

Animação Aguida 3

Falta de reconhecimento

As animações brasileiras voltadas para o circuito de cinema sofrem de um problema recorrente: não são reconhecidas aqui, mas fora do país são aclamadas e constantemente premiadas. Apesar de todos esses prêmios, nossos animadores contam com poucos ou nenhum recurso subsidiado pelo governo, e nossas animações ainda permanecem no anonimato no pais. Como vimos acima no histórico de animações.

É preciso buscar mais incentivos públicos e privados, e investir mais em divulgação dessas animações no país, com festivais de cinema nacional, por exemplo. Pois, para ser sincera, eu mesma não conhecia essas animações!

Animação Aguida 4

Cabe também ao público brasileiro buscar essas animações, assistir, incentivar, indicar e assim prestigiar as belíssimas animações que são feitas no nosso pais!

Aqui mesmo você já conseguiu muitas dicas do que assistir. Bom filme!

Referências bibliográficas

http://www.cinepipocacult.com.br/2016/01/animacoes-brasileiras-que-voce-precisa.html

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2016/02/160210_menino_oscar_rp

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/a-hora-e-a-vez-da-anima%C3%A7%C3%A3o-brasileira-1.885721