Um olhar sobre as relações humanas e suas obsessões

Por Águida Moreira

Victor Frankenstein é o filho mais velho de uma abastada família da Suíça. Ele teve uma infância feliz ao lado do seu pai, sua irmã adotiva, Elizabeth, e seu irmão mais novo Willian.

Na vida adulta, após a morte da sua mãe por escarlatina, Victor se mostra muito interessado em estudar ciências naturais e fica obcecado por trazer um ser de volta à vida. Mas seu pesadelo começa quando ele finalmente atinge esse objetivo, e traz do mundo dos mortos uma criatura horrenda.

IMAGEM AGUIDAQuando não é aceito pela humanidade, a Criatura começa a nutrir grande raiva pelos seres humanos e principalmente por seu criador, Victor Frankenstein, então decide se vingar dele por tê-lo feito com tal aparência e o abandonado.

O ponto mais alto da história, e o que me deixou mais intrigada, é quando esta é contada pelo ponto de vista da Criatura. Nessa parte temos a oportunidade de realmente conhecer a Criatura, e algo que eu gosto muito acontece: você passa a se afeiçoar ao vilão.

Esta história nos mostra a importância de sermos responsáveis por nossas criações. Que uma vez idealizadas e postas em prática elas implicam em consequências, não só para nós, mas para as pessoas que mais amamos também. Ela nos ensina também a não julgar pessoas e situações pelas aparências, pois podemos cometer erros gravíssimos de julgamento.

A história de Frankenstein e sua Criatura é um clássico atual, e não importa o jeito como ela foi muitas vezes contada ou suas adaptações, ela continua belíssima e cheia de lições importantes, analises críticas ao comportamento do ser humano quando em contato com seus instintos e sentimentos mais primitivos, como amor, ódio ou mesmo vontade de fazer parte da sociedade.

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