Boa educação passa por uma escola mais interativa

Por Ana Lúcia dos Anjos

Imagine uma escola em que todo mundo goste de estudar; uma escola que motive e realmente se comprometa com seus alunos. Infelizmente, a realidade no Brasil é outra. Pesquisas mostram que os jovens começam a trabalhar muito cedo e, quando chegam à escola, já estão cansados.

Para melhorar o ensino público no país e chamar a atenção destes jovens para escola, é primeiro preciso investir em educação de qualidade. Trazer professores compromissados, bem remunerados, avaliados constantemente e auxiliados pela direção para que também sejam motivados. A paciência é uma característica essencial para lidar com esses jovens.

Um dos caminhos que eu realmente acredito para melhorar a motivação dos alunos é fazer parcerias com empresas, dando prêmios por participação ativa em sala de aula.  Além disso, defendo a escola interativa, onde a tecnologia está em todas as salas e o professor-inovador, que usa, por exemplo, música em suas aulas.

O uso da música na sala de aula faz com que a educação ganhe vida, torne o aprendizado mais interessante e deixe os alunos engajados. Um bom exemplo prático disso pode ser visto em vídeo do professor de química Silvio Predis, que ensina a matéria criando músicas com o conteúdo.

O “Funk da Pilha”, como é conhecido o vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=Mr2qofduh5c), já teve mais de 1 milhão de visualizações no Youtube e mais de 300 mil compartilhamentos no Facebook e virou uma referência de inovação em sala de aula através da música.

Dois outros caminhos que também levam à evasão escolar são o das punições por indisciplina e o bullying.  A escola precisa ser engajada, preocupar-se mais com os alunos, fazendo campanhas para demonstrar que está realmente preocupada. A direção tem de ser flexível, não se colocar contra os jovens, trabalhar próximo às famílias, usando atividades extracurriculares.

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