Se somos todos iguais porque o sistema é diferente para nós?

Por Geovana Rezende

Os hospitais públicos no país apresentam muitos problemas. O próprio Ministério da Saúde admite que mais de 60% deles estão sempre superlotados. O grande problema é que a grande maioria dos brasileiros depende do Sistema Único para se tratar. E faltam nos hospitais aparelhos, remédios, médicos.

Cerca de 75% dos hospitais mantêm leitos desativados porque não há equipamentos mínimos, como monitores e ventiladores pulmonares, e em 45%, os equipamentos ficam sem uso porque faltam contratos de manutenção.

Faltam muitas coisas nos hospitais e as prefeituras, responsáveis pela gestão da saúde no município, não ajuda. Até quando os cidadãos vão sofrer com essa situação?

Infelizmente, não é raro que os pacientes sejam atendidos em corredores lotados devido à insuficiência de quartos e de macas.

Agora, imagine: corredores sujos, mulheres em trabalho de parto, grávidas desesperadas por atendimento, crianças chorando. Abandono total. Ninguém leva esses pacientes para um quarto. Veja a que ponto os hospitais públicos chegaram, nenhum médico para ajudar.

As pessoas acabam indo para outros hospitais, mas a falta de equipamentos são as mesmas. E sem convênio, infelizmente, vão tem que encarar esses problemas, que não sabemos quando e se vão mudar.

saude

Outro problema é a falta de medicamentos e ausência de vagas em UTIs.  Muitos cidadãos reclamam ainda da falta de profissionais para realizar plantões. Além disso, alguns tratamentos e exames mais detalhados ficam restritos aos grandes centros, obrigando o paciente a deslocar-se em busca de ajuda médica.

Convênio Particulares

O sistema privado sempre foi colocado para a sociedade como sendo o melhor sistema de saúde, e que muitas vezes é.  Em 2016, foram adicionados remédios recém-lançados contra o câncer, aparelhos auditivos para adultos, remédios abortivos para mulheres que sofreram violência sexual, alimentação especial para pacientes com ALS e remédios contra déficit de atenção em crianças.

São medicamentos e procedimentos que não têm nos hospitais públicos. Eu acredito que, vai demorar muito para chegar nos hospitais públicos.  Os convênios têm a possibilidade de propor pacotes como descontos em remédios, excluídos da cesta básica, serviços de medicina alternativa, nutricionista, fisioterapia e tratamentos dentários por preços mais baixos.

Este tratamento dado ao paciente do convênio médico e do hospital particular deveria ser igual para as pessoas que frequentam os hospitais públicos, com remédios novos, mais conforto, atendimento melhor ao paciente, mais profissionais no local, mais aparelhos médicos.

Como podemos concluir, os tratamentos são diferentes, e tudo o que queremos é um tratamento melhor, mais conforto, mais remédios e mais médicos disposto a ajudar, um lugar limpo etc. É pedir muito?

Mas a sensação que dá é que o governo dá preferência para os hospitais privados. Os governantes estão mais preocupados em arrecadar dinheiro do que ajudar nós cidadãos.

Precisamos de saúde, precisamos ser bem atendidos, precisamos de remédios, de maquinas funcionando. Queremos melhorias.

Não dá para levar um filho ou uma mãe ou uma pessoa qualquer para hospitais horríveis como esses. Fico pensando que a mãe do presidente, nunca iria para um hospital público. Na minha opinião, o governo deveria se espelhar nos hospitais privados para construir e manter a mesma eficiência nos hospitais públicos. Mais isso vai ser bem complicado, não é mesmo?

E para concluir e mandar um recado: Quem gosta de viver no chiqueiro é porco, mas não somos porcos, somos seres humanos e queremos um mundo melhor, sem rejeição só por sermos mais pobres.

Leia mais:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/03/mais-de-60-dos-hospitais-publicos-estao-sempre-superlotados.html

http://grosman.adv.br/areas-de-atuacao/consumidor/falta-de-recursos-que-prejudicam-pacientes-em-hospitais-publicos/

http://www.conexaoisrael.org/11592-2/2016-02-19/amir

 

 

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