Reciclar para o bem de todos

Por Luciana Diniz

reciclagem

Reciclar não é meramente um conceito de marketing verde, tão em moda hoje em dia. Reciclar é a reutilização de detritos como matéria-prima. O Brasil recicla pouco porque custa 15 vezes mais reciclar o lixo do que jogar num aterro. É preciso aprender a reciclar, reduzir e respeitar o planeta de uma forma educativa e conscientizada. Tudo isso depende da experiência ou de incentivo de projetos.

Em São Paulo, segundo informações da revista semanal Veja São Paulo, reciclar “é um lixo, mas, há solução”. Dos 96 distritos existentes no Município de São Paulo, atualmente 93 são contemplados pela Coleta de Materiais Recicláveis realizada pelas cooperativas conveniadas e pelas concessionárias, ficando a coordenação das mesmas sob a responsabilidade da Secretária Municipal de serviços, por intermédio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Emurb).

Das 15 mil toneladas de lixo recolhido diariamente das casas dos paulistanos, apenas 1% do lixo é devidamente reciclado. Isso mostra o quanto ainda é possível avançar na reciclagem. Em países desenvolvidos a reciclagem tem ajudado muito.

Na Alemanha, a incorporação do aproveitamento energético possibilitou a abolição dos aterros sanitários. Nos Estados Unidos, são 98 usinas abastecendo 2,3 milhões de residências com energia recuperada do material descartado. Japão e União Europeia também aderiram ao sistema de reciclagem energética e já contam com centenas de usinas para essa finalidade.

O conceito do marketing verde vem ajudando na popularização da reciclagem e sustentabilidade no Brasil. Donas de casa vão aos mercados carregando sacolas de pano para não precisar gastar sacos plásticos, profissionais pensam duas vezes antes de imprimir seus e-mails, e nas escolas as crianças aprendem a separar papéis, latas e plásticos naqueles simpáticos cestinhos coloridos.

A boa vontade da população, porém, não é suficiente para resolver um dos maiores problemas de metrópoles como São Paulo. Mais de 80% do lixo da cidade já tem um destino certo, os aterros sanitários em Guarulhos e Caieiras.

Há inúmeras iniciativas da coleta seletiva, além da mudança de comportamentos que provoca resultados expressivos com enormes benefícios, como a economia de energia, a redução da busca por recursos naturais, emissão de menos poluição, além de criar riquezas nas comunidades onde atuam, gerando emprego e renda.

Saiba mais: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/amlurb/coleta_seletiva/index.php?p=4623

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