Alice contra todos os medos

Por Maysa  Oliveira

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A transição de um jovem para a vida adulta é um momento delicado para a maioria dos meninos e meninas, que têm de se desprender dos confortos da vida infantil. Por isso, ao se deparar com o universo de Lewis Carroll, no livro Alice no País das Maravilhas, é possível entender a necessidade de ultrapassar os obstáculos que aparecem na nossa vida e dos momentos que precisamos nos impor e expor nossas opiniões para o mundo, até mesmo para os nossos pais.

Alice no País das Maravilhas foi inicialmente um conto escrito por Lewis Carroll, publicado em 1865; e em 2010 foi lançado nos cinemas com a direção de Tim Burton.

No filme, Alice já tem 17 anos e está em momento de transição para a vida adulta. Sente muitos medos quando percebe que deverá deixar de ser criança. Corre, seguindo um coelho branco e acaba caindo em um buraco que consequentemente a leva para o País das Maravilhas, onde todos a conhecem e dizem a ela que já esteve lá (quando criança). Alice fica inicialmente apavorada diante de tantas loucuras ditas inimagináveis. É posta ‘’frente a frente’’ com seus maiores medos.

Aos poucos a menina vai se acostumando com sua nova realidade e vai vencendo seus medos. Seu maior desafio é matar o Jaguadarte e felizmente ela consegue esse grande feito.

Tive oportunidade de ler o livro e ver o filme no curso de Comunicação e Expressão do Cetecc. Gostei muito do contexto histórico. Mudaria na obra a morte do Jaguadarte, pois na minha opinião não é necessário matar algo, alguém ou alguma situação para ‘’vencer’’.

O modo certo de vencer um medo é confiar, acreditar em si e educar o que se julga estar errado, pois todos falhamos e temos o direito de da compreensão. Alice devia ter feito com o Jaguadarte como ele fez com o Bandersnatch. Ela o compreendeu e cuidou dele. E a única consequência possível dessa demonstração de amor, carinho e empatia, é a amizade e o famoso final feliz entre dois seres.

 

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