O que leva as pessoas a morar nas ruas?

Por Teresa Sonhos

De acordo com a Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza pela condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular.

Entre os principais fatores que podem levar as pessoas a morar nas ruas estão: ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome realizou uma pesquisa em 71 cidades brasileiras e identificou quase 32 mil pessoas morando nas ruas. Entretanto, cidades importantes não fizeram parte desse levantamento.

Apesar de alguns programas sociais, poucas políticas públicas são desenvolvidas para solucionar esse problema. As Organizações Não Governamentais (ONGs) e as Instituições Religiosas se destacam nos serviços de amparo a essas pessoas, atuando na distribuição de alimentos, roupas e cobertores. Outro trabalho de assistência são os abrigos temporários e os albergues que, de um modo geral, são considerados insuficientes para suprir a demanda dessa população.

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Maioria de homens

Outra pesquisa, coordenada por Lindomar Boneti, doutor em Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e publicada pelo jornal Gazeta do Povo, revela que conflitos familiares, desemprego e fracasso escolar estão entre as causas que levam as pessoas a morar ao relento.

Segundo o estudo com 300 moradores de rua de Curitiba, 82% desta população são homens. Mais da metade (52%) tem entre 25 e 44 anos de idade. Quanto à raça, 39,1% se declararam pardos, 29,5% se disseram brancos e 27,9% se identificaram como negros.

Do total de indivíduos pesquisados, 48,4% estão fora de casa há mais de dois anos. Dois em cada três (69,6%) dormem na rua, enquanto 22% costumam dormir em albergues ou outras instituições.morador-de-rua-1

O morador de rua Eronil Guedes e a companheira Sirlene Silva (foto Gazeta do Povo)

Mais de 20 anos nas ruas

O guardador de carros Eronil Ribeiro Guedes morou mais de 20 anos nas ruas, ao lado da companheira Sirlene Rodrigues da Silva. Somente depois de todo esse tempo ele conseguiu alugar uma casa por R$ 180 por mês. “A casa não vai ter nada ainda, mas vamos ter um teto para morar. Chega de sofrer na rua”, contou Eronil à Gazeta do Povo.

Minha experiência como voluntária

Sou Teresa Sonhos, 67 anos, assistente social. Trabalho como voluntária há 22 anos em uma Instituição Espírita (Fraternidade Terceiro Milênio), onde atuo com doações de cesta básicas, visitas a orfanatos, asilos, creches e moradores de rua e ainda junto a outras instituições.

Atuo ainda em meu próprio projeto realizações de sonhos, com doações de geladeiras, fogões, cadeira de rodas, etc.

No Natal passado, distribuímos 300 quentinhas e cobertores aos moradores de rua da zona sul de São Paulo. Uma experiência maravilhosa e gratificante.

Em breve, quero montar uma ONG para ajudar as pessoas. Esse é meu objetivo de vida.

Recomendo essa reportagem do SBT (Os Filhos da rua):  http://www.msn.com/pt-br/noticias/videos/quais-os-motivos-que-levam-uma-pessoa-a-morar-na-rua/vi-AAhsZ6w

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